Rápido e saudável #2 – yakisoba de shirataki/konyaku

Eu como carboidratos. Não costumo me empanturrar e na maioria das vezes os que contêm fibras e que vêm de alimentos naturais, mas às vezes também faço refeições low carb.

E aí que um dia resolvi fazer um yakisoba assim! Já ouviram falar do macarrão de shirataki ou konyaku? Bom, ele é vendido em mercearias orientais, como a Casa Bueno, Empório Azuki e Marukai na Liberdade e é feito de uma batata desse nome. Um pacote de 200g custa uns 10 reais.

O legal desse macarrão é que não sei como ele não possui carboidratos e gorduras, mas sacia muito e é gostoso! Ele também não possui proteínas e fibras, mas não podemos ter tudo, né?

O yakisoba usando esse ingrediente ficou ótimo! Boa ideia para um jantar rápido e saudável. Querem a receita?

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Ingredientes:

200g de macarrão shirataki/konyaku

200g da proteína de sua escolha (eu usei porco)

1 cebola média em meia lua

1 cenoura grande cortada em lâminas

3-4 folhas de acelga ou repolho cortadas em quadrado

Um maço de vagens

300g shimeji

(vc pode variar os acompanhamentos e suas quantidades)

6 colheres sopa de shoyu

Sal, Pimenta e óleo de gergelim a gosyo

Preparo:

Ferva o macarrão por uns 10 minutos para retirar o odor, escorra-o e reserve.

Em seguida, numa panela (se tiver uma wok, melhor!) coloque um pouco do óleo de gergelim e doure a cebola e a carne.

Adicione a cenoura e a vagem. Um pouco depois, coloque o shimeji e, por fim, o repolho/acelga.

Deixe-os cozinhar (não podem ficar mole!).

Abra um buraco no meio da panela e coloque o macarrão. Tempere tudo com o shoyu, o óleo de gergelim (usei umas 3 colheres de sopa, mas vai de gosto), o sal e a pimenta e misture.

Prontinho! Fica muito bom e não dá trabalho nenhum!

Receita original: http://dekitateyo.tumblr.com/post/139697694106/shirataki-yakisoba-白滝焼そば

Costa oeste econômica – Greyhound Bus – Vegas/LA de ônibus

Nos Estados Unidos, passagens de avião não são caras, comprar um carro pode ser muito barato e ainda há trens de primeira qualidade por preços bem razoáveis. Então quem seria o usuário dos ônibus?

É, não sei porque não me fiz essa pergunta antes de comprar uma passagem Greyhound…

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Então, eu vou contar MINHA experiência pelo trecho noturno Las Vegas-Los Angeles com a empresa Greyhound. Pode ser que eu tenha tido azar, mas acho bom compartilhar o que aconteceu comigo, porque, antes da viagem, não consegui achar muitas informações sobre Ônibus rodoviário nos EUA… E, se eu soubesse do que eu sei hoje em dia, teria feito as coisas de forma diferente 😬

As passagens de avião Vegas-LA estavam cerca de 150 dólares e eu e meu marido tínhamos achado meio caro. Ir dirigindo não era uma opção porque teríamos que fazer esse percurso de madrugada e logo após um voo de 10 horas mais uma escala de 12h na Cidade do México. Não dava para pernoitar lá porque tínhamos um compromisso logo cedo do dia seguinte.

Ai resolvemos procurar por ônibus rodoviário que de vez em quando pegamos para ir ao interior de São Paulo quando não queremos dirigir. E qual não foi nossa surpresa ao ver passagens por 13 dólares (e se tivéssemos comprado antes poderíamos ter até pago 5 dólares!).

Tentei fazer uma pesquisa para ver como funcionava esse meio de transporte lá e não achei nada muito significativo. Só havia lido em alguns lugares que poderia ser meio sujo, o que era incômodo, mas nenhum empecilho. Como demoramos um pouco para comprar, acabamos pagando uns 17 dólares por pessoa (a antecedência  regula os preços).

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Na chegada, um primeiro susto: o motorista do ônibus noturno de linha de Vegas (que eu imagino que deva ver todo o tipo de bêbado e estranho) nos disse “Are you going to Greyhound? Creepy people over there, you know, right?” (Vcs estão indo para o Greyhound? Lá tem pessoas estranhas, vcs sabem, né?).

No, we dont know! Como assim???Nos assustamos um pouco, mas prosseguimos caminho. Chegando lá, o local era super limpo, iluminado, bem cuidado, com atendentes atenciosos, várias máquinas de bebida e comida. Além disso, os ônibus não cheiravam mal, tinham Wi-Fi, eram limpos e confortáveis. Mas as pessoas……..😶

Eram estranhas, muito estranhas mesmo. Encontrei, sem brincadeira, vários estereótipos de filmes americanos: o cara da gangue com a gota tatuada na cara, a prostituta drogada, o caipira preconceituoso de regata branca com os dentes estragados, o latino cheio das correntes que não parava de gritar e vários tipos de mendigos que usavam o local para dormir. Não havia muitas mulheres e quase não havia crianças. Era meio assustador.

Graças a Deus no nosso ônibus foram poucas pessoas e ninguém muito estranho, mas a sala de espera foi uma experiência que não pretendo repetir. Só não desistimos porque estávamos longe do aeroporto (único local em que poderíamos arranjar um carro de madrugada) e só teríamos que ir ficar naquele lugar por 1h30 (que passaram bem devagar).

Pode ser que eu tenha ficado impressionada demais, mas conheci mais pessoas que também não gostaram da experiência Greyhound. Não me senti segura e olha que moro em São Paulo. Talvez em outros horários, em outras cidades e por outras companhias (MegaBus por exemplo) as coisas sejam diferentes.

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Então, não vou dizer que não é para arriscar, porque é bem mais barato, e às vezes para vc valha o preço. Mas para mim não valeu. No fim, acabou virando uma experiência que rendeu boas histórias, mas pretendo não repetir!

E vocês? Já viajaram de Greyhound? Que acharam? Seria bom mais gente compartilhar as experiências, porque não achei muitos locais falando sobre isso!

Beijos!

(As imagens são do Google, fiquei tão encanada que não tirei uma foto para guardar de lembrança 😳)

Jantar rápido e saudável #1 e organização alimentar

Esses dias estava pensando que eu e meu marido nos mudamos para o novo apartamento há mais de 5 meses e não pedimos delivery nenhuma vez.

Adoramos bons restaurantes, então, no final de semana saímos uma ou duas vezes, mas no dia a dia preferimos comer mais saudável e economizar uma boa grana.

Trabalhamos período integral fora e às vezes é cansativo cozinhar depois de um dia cheio (vejam que os 2 cozinham; divisão de tarefas é essencial, gente!), além da chateação para fazer compras, mas no fim acho que compensa muito.

Eu faço uma compra mensal (ou maior) de proteínas e deixo tudo congelado em porções individuais.

Produtos frescos procuro ir à feira toda semana, mas no geral dá para ir a cada 2 semanas. Batatas, cenouras,  cebola, alho, abóbora, berinjela, pimentão, brócolis, beterraba, maçã, laranja podem viver até mais que 2 semanas (qualquer coisa também dá para cozinhá-los rapidinho e congelar para evitar o lixo). Frutas e folhas são mais sensíveis, mas supermercado tá aí para essas pequenas “emergências”.

Eu não costumo comer muuito grão, então, o que acho necessário compro a granel (Compras – Zona Cerealista), dando prioridade à variedade do que à quantidade: arroz e macarrão integral, cuscuz marroquino, quinoa, aveia, gohan (sou descrente de japoneses, às vezes tenho que comer hehe). Nozes, castanhas, sementes e temperos (páprica, cúrcuma, mostarda, gengibre, nada pronto, pelo amor de Deus!) também sempre tenho e compro a granel.

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Uma vez cheia a geladeira e a despensa, é só executar um cardápio simples. Sem ideias, olho o que eu costumo fazer:

-salada com alguma folha (geralmente alface, mas pode ser acelga, repolho, couve) e tomate

-uma proteína animal grelhada (às vezes no forno), como bife, peito de frango, sobrecoxa de frango, hambúrguer caseiro de frango ou de carne moída, peixe, lombo, bisteca de porco

-um vegetal com amido (batata doce, inhame, mandioca, batata inglesa, milho) ou sem (cenoura, quiabo, abóbora, brócolis, berinjela, abobrinha, pimentão, cebola, aspargos, cogumelo fresco, ervilha, espinafre…) cozido ou refogado

-às vezes uma fonte de carboidrato, como arroz ou macarrão integral, grão de bico, farofa de milho

-sempre uso sal e pimenta nas carnes e nos vegetais, mas gosto bastante de temperar com cúrcuma, gengibre, misso, sakê, mostarda, tomilho, alecrim, manjericão, cebolinha, páprica

Ainda muito abstrato? Para ajudar, vou começar a postar alguns pratos para inspiração. Não vai ter nada lindo e chique, porque é comida da vida real, mas o que importa é o sabor, a economia e a saúde 😃

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✅ Peito de frango na frigideira antiaderente sem óleo só com sal e pimenta

✅ Brócolis comum com talos e folhas refogado no azeite

✅ Cebolas caramelizadas (cebolas fritas com um pouco de azeite durante bastante tempo, até ficarem pretas)

✅ Caponata de berinjela (azeite, berinjela, pimentão, cebola, orégano, vinagre, sal e pimenta no forno)

✅ Salada de tomatinho e alface

✅ Chia e linhaça

Espero que te incentive a cozinhar comida de verdade ❤

 

 

Costa oeste econômica em 11 dias – gastos

Há alguns meses consegui fazer Los Angeles-São Francisco-Las Vegas em apenas 11 dias e com orçamento apertado.

Já adianto que não é tão simples, mas é possível, querem ver? Primeiro vou tratar dos gastos.

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1) Passagem aérea: o dólar está alto, mas as companhias têm feito boas promoções. Dependendo do dia e das conexões os voos podem sair bem mais em conta.

Voopter pesquisa em diversos sites de viagens as melhores ofertas em até 4 dias diferentes, o que ajuda bastante.

Quando comprei, paguei menos de R$1.500 por São Paulo-Las Vegas no mês julho. Tudo bem que tive uma escala de 12h na Cidade do México e 14h em NYC, ficando meio cansativo, mas, no fim, achei ótimo, porque a viagem acabou se estendendo.

2) Hospedagem: a hospedagem na Califórnia é cara ponto. Ter reservado com pouca antecedência também piorou as coisas, mas lá é caro mesmo, não dá para fugir muito. Las Vegas, na outra mão, é barata, então, é legal pensar bem quantos dias vai separar para cada cidade.

Hostels são boas opções, porém não me hospedei em nenhum dessa vez. Acabei optando por um Airbnb em LA, numa área residencial ao lado de Holywood, e um hotel com banheiro compartilhado em SF (Casa Loma). LV foi a exceção. Fiquei em algo consideravelmente melhor (Excalibur), pelo mesmo preço das outras cidades.

3) Alimentação: odeio comida superprocessada, mas em viagens é difícil fazer todas as refeições com alimentos frescos. Querendo gastar pouco, então, complica mais ainda.

A solução foi comprar café da manhã reforçado no supermercado (amo ir a supermercado), além de barras de proteína, biscoitos integrais e frutas para lanche (leia os rótulos!). Além disso, só ia almoçar bem mais tarde. Ou seria jantar mais cedo? Bom, não sei, mas o que acontecia é que acabávamos praticamente só fazendo 2 refeições ao dia.

Ah, obviamente ter uma hospedagem com micro-ondas e frigobar ajuda muito a economizar e comer menos junkie.

Uma coisa boa, a Califórnia, apesar de ter a lanchonete In n Out quase como um patrimônio cultural, valoriza bastante alimentos orgânicos e frescos, especialmente os locais. Lá há vários restaurantes, supermercados e feiras (farmer’s market) com opções gostosas e mais saudáveis; um verdadeiro contraponto à alimentação dos buffets e fast foods de Las Vegas.

4) Locomoção na própria cidade: aluguel de carro feito no Brasil pelo telefone na Hertz é mais barato que na hora ou feito com antecedência pelo site deles, sabiam? Sem contar que dá para parcelar e não incide IOF!

Bom, pegamos um carro econômico em Los Angeles (onde carro é necessário) e o devolvemos em San Francisco. Isso aumentou um pouco o valor do aluguel, mas queríamos muito fazer a viagem da costa.

Além disso, tínhamos decidido que ficaríamos de transporte público em San Francisco. Lá ônibus e uber funcionam muito bem e é meio difícil de estacionar na rua (não há muitas vagas e quando há pode haver dias e horários de exceção, ou seja, estacione e ganhe uma multa). Os estacionamentos fechados são bem caros.

A gente economizou bem usando transporte público mas isso não quer dizer que seja barato. Pra ter ideia, cada passagem de ônibus (Muni) custava US$ 2.50. Tudo bem q ele tem integração de 90 minutos, mas ainda acho carinho.

Vou adiantar que os motoristas acabam nem pedindo o ticket quando vc entra, o que te permite viajar sem pagar sem ninguém perceber, mas vai da sua consciência.

5) Transporte entre cidades: voos de avião não são caros, então, valem a pena para grandes distâncias. Por exemplo, o trecho de ida San Francisco-Vegas saiu cerca de 150 dólares.

Para distâncias curtas vale a pena a ir de carro. Na verdade, não é segredo nenhum que o percurso LA-SF é meio que obrigatório ir carro. Mas minha experiência nesse trecho é assunto para outro post.

E, por fim, ainda existe uma terceira opção, mas que é somente para os fortes (e pobres): o ônibus rodoviário, também conhecido pelas marcas MegaBus e Greyhound. Os preços sobem conforme a data de embarque vai chegando, mas podem começar em 1 dólar! Eu paguei com as taxas 17, comprando com cerca de 3 semanas de antecedência.

Por que é só para os fortes? Bom, também tenho que reservar um post só para contar minha experiência 😬 Aguardem.

Pasta de amendoim

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No Brasil, ninguém dá muita bola para a pasta de amendoim e eu não consigo entender o por quê.

É uma delícia, saudável, barata e versátil. Como não é doce nem salgada combina com tudo! Adoro comer com pão integral (Pão do Céu!), maçã, chocolate amargo derretido, tapioca, granola, frango com shoyu e, principalmente, banana congelada com aveia e canela.

Amendoim é rico em ômega 3 (anti-inflamatório), fibras, proteínas, vitamina E, gorduras insaturadas e não contém colesterol, ou seja, tudo de bom. Tá bom, tem seu lado negativo ao possuir bastante ômega 6 (inflamatório) e calorias, mas consumido da maneira correta é um superalimento.

Um pote de 1kg da Manicrem e da Select na Zona Cerealista em São Paulo está entre 13 e 14 reais. A First da Santa Helena com 500g custa por volta de 10 reais. Todas são 100% integrais e super gostosas. Tirando a Manicrem que costuma ressecar na medida em que vai acabando, elas são bem parecidas.

A Skippy é a única diferente. Além de mais cara (18 reais por 425g no Empório Amino), é importada e possui um pouco de açúcar, sal e óleo de palma dentre seus ingredientes. O gosto é bem diferente das demais, parecendo o recheio daquele chocolate Reeses. Acho que não chega a ser um produto “mau” (tem muito biscoito fit por aí muito pior), mas precisa ser consumido com moderação. Pode ser uma porta de entrada para quem quer se livrar das sobremesas ultraprocessadas.

Dá para fazer pasta de amendoim em casa também, sabiam? Super barato e rápido. É só processar ou colocar no liquidificador a quantidade que desejar de amendoim e ir batendo até ficar homogêneo. Se no liquidificador não dissolver, jogue um pouquinho de óleo de coco.

Qual a combinação favorita de vocês?

Santa Ifigênia e Ourolux

Na minha reforma, gastei muito mais do que esperava com material elétrico. Sério, eu não fazia ideia de como isso era caro!

E o pior de tudo é que não dá para economizar muito nessa área, né?  Se der um probleminha, é um saco para arrumar.

Então, para minimizar o estrago fomos à Santa Ifigénia, no centro, onde basicamente nos ativemos às maiores lojas, a Santil e a Andra.

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As opções são inúmeras, mas ter garantia e a possibilidade de troca são fatores que nos levaram a escolher as duas lojas mencionadas.

Os preços compensam, principalmente se você for durante a semana de manhã, quando o comércio abre (8h). Aos sábados lá lota, ficando bem 25 de março, mas como os valores são bem menores que das lojas da Rua da Consolação  acho que ainda vale a pena.

A variedade de lustres infelizmente não é tão grande, mas a parte de cabos, interruptores, tomadas, lâmpadas etc. é exatamente a mesma e, salvo se você quiser algo com muito design, dá sim para encontrar coisas bem legais, como essas lâmpada Led que imitam as dicróicas e esses pendentes num estilo industrial que compramos. Acho que vale a pena.

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Mas como preço bom não é tudo tenho que compartilhar minha experiência com as lâmpadas da marca Ourolux que comprei lá (e que vendem em outros lugares também, como a Leroy Merlin).

Ao todo em dezembro de 2015 compramos 6 lâmpadas 6W Superled por R$11,85 cada. Em janeiro de 2017, 2 já estavam queimadas. Isso porque nos mudamos apenas em setembro de 2016 (antes o apartamento ainda estava em reforma).

Sim, Led queimadas em 4 meses! Sim, não apenas 1, mas 2! Sim, a qualidade é bem ruim (depois até vi que a proteste avaliou e reprovou a marca).

Tive sorte que, por estarem na garantia (1 ano de garantia contratual + 3 meses conferidos pelo CDC), trocaram as mercadorias e recebi 2 lâmpadas novas em casa. Felizmente o SAC deles funciona e o atendimento é muito atencioso. Porém, melhor que ter um bom atendimento é ter bons produtos. Não recomendo.

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Casamento econômico

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Casar em São Paulo, durante o final de semana, por menos de R$ 20 mil é possível (eu sei, ainda é muito dinheiro, mas o mercado de casamento é meio surreal e São Paulo ainda consegue deixá-lo mais surreal).

Não fazia questão de pista de dança, achava legal a ideia de ser durante o dia e pirava nas fotos de casamentos com decoração rústica do Pinterest. Essa foi a parte fácil. A parte difícil foi cortar muito a lista de convidados e pedir ajuda de todo mundo para fazer mil coisas.

No final deu tudo certo. Sem luxos, mas estava lindo 🙂 E com o dinheiro que economizamos aproveitamos a lua-de-mel e utilizamos no apartamento.

Mas acho que eu só gostei tanto porque não tinha o menor sonho de casamento princesa. Queria só não deixar passar em branco. Se você tem, talvez as dicas abaixo não sejam tão úteis (o que não significa que sejam inúteis).

1 – Reduza o número de convidados.

Fazer uma lista enxuta é muito difícil, mas mini wedding tá na moda e é ótimo para o bolso. Além disso, como não são milhares de pessoas para cumprimentar e tirar foto junto, vc acaba aproveitando bastante a festa. Realmente dá para comer e bater papo.

Chamei pouco mais de 80 pessoas, praticamente só a família. Foi terrível fazer a lista, mas infelizmente, se vc quer um casamento econômico e minimamente bonitinho, essa é uma das únicas opções.

Dica: selecione bem quem vai e não conte com muitas desistências. No meu caso, só uma única pessoa não pôde ir. Claro que eu fiquei confirmando presença o tempo todo para ter certeza de que ninguém esqueceria ou se já tinha outro compromisso porque cada vaga conta hehe

2 – Escolha um lugar completo.

Escolha uma opção que te fornece comida, espaço, mobiliário, louça e serviço juntos. Em resumo, escolha um restaurante. De preferência um que já é bonito, porque assim vc já economiza na decoração.

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Foto: google (semrotinadotcom)

Eu fechei com o Lilló, na R. Borges Lagoa, Vila Clementino. Fiz uma longa pesquisa de locais, que depois posso postar aqui, mas no final fiquei entre ele e o Buttina, em Pinheiros. Ambos eram lindinhos, tinham comida boa e disponibilidade, mas o Lilló não tinha escada, um ponto importante para quem tem convidados velhinhos.

No segundo semestre de 2016, o preço por pessoa do buffet de almoço do Lilló era de R$ 120 (crianças até 5 anos não pagam e de 6 a 11 pagam meia). O cardápio inclui saladas, carne, frango, peixe, algumas opções de carboidratos (arroz, macarrão, pastel, vegetais), sobremesas, água, sucos naturais, cerveja (Original, Heineken, Serra Malte ou Budweiser) e, aos sábados, feijoada.

À noite havia apenas opções a la carte, sendo o menu mais simples R$ 135 por pessoa (ah, tinha também um menu pizza por R$ 90).

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Todo mundo gostou bastante da comida. Na verdade, é o mesmo buffet que o restaurante (muito bem avaliado no tripadvisor, aliás) serve para os clientes normais e que custa 70 e poucos reais.

Eles não cobram taxa de aluguel, mas também não fecham o restaurante, apenas reservam um espaço (lindo!) exclusivo dele, que deve caber no máaaximo umas 90 pessoas. Para nós foi o suficiente. Amamos fazer a festa lá.

Ah, o único porém é que tem tempo de duração, 4h30. Mais 2h para montar e 1h para desmontar.

3 – DIY nível hard

Todo mundo sabe que para economizar, vc (e sua mãe, sogra, tias, primas, irmãs e amigas) têm de fazer as coisas sozinha. No caso de casamento econômico, o Do It Yoursef/Faça Vc Mesmo) tem de ser elevado ao nível hard.

a) Faça seus docinhos.

No meu caso, minha sogra fez todos os doces, mas vc pode dividir essa tarefa entre mais pessoas. Faça receitas simples (brigadeiro, bicho de pé, camafeu, bombom de uva, trufa, beijinho) e gaste um pouco mais com confeitos e forminhas bonitas.

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Os confeitos vc pode comprar os da Callebaut nas lojas Santo Antônio (Tatuapé), Bondinho (Perdizes), Central do Sabor (Luz) ou Chocolândia (Ipiranga). Todas têm loja física e online. As forminhas eu comprei de uma fábrica pequenininha na zona leste que vende para 25 de março. 460 reais por 520 forminhas. Não é barato, mas são lindas e fazem toda a diferença.

O bolo eu não arrisquei fazer, mas, se tiver uma amiga ou parente corajosa, vai com fé. Eu encomendei na Néctar Doces. R$ 652 por 9 kg de um naked cake de 3 andares de doce de leite lindo e delicioso. Preço muito justo.

Os bem casados eu também não arrisquei (embora acho que, apesar do trabalho, dê para fazer). Na época, paguei R$ 2,90 cada, na Sônia Bem Casados. Super caprichados e os melhores que já comi, porque não têm gosto de ovo.

b) Faça seu buquê.

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Meu buquê minha tia que fez. Ela ficou feliz e eu economizei R$ 350. Para inspirações e passo a passo é só digitar “buque DIY” no Google e no Pinterest.

c) Faça suas lembrancinhas.

E não gaste com isso (mas nada de inutilidades!, então, salvo se vc tiver uma ideia genial, dê coisas de comer).

Eu dei as tradicionais amêndoas açucaradas e um potinho com sal de ervas (útil, saudável e econômico). Chamei minhas madrinhas para misturar os ingredientes do sal e embalar tudo. De recompensa, teve um jantar com sobremesa em casa e foi até bem divertido!

Comprei os potinhos com a rolha por 1 real cada na R. Tabatinguera, no centro.

Sei lá quantos metros de sisal foram R$ 15 na 25 de março.

Paguei 72 centavos em cada etiqueta de vinil (uma das minhas madrinhas que foi na gráfica pra mim, então, não sei qual o nome dela).

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O saquinho de amêndoas foi na 25 de março também por 70 centavos cada, acho.

Por fim, as amêndoas e os ingredientes do sal foram da Santa Filomena. O kg da amêndoa na loja online está R$ 49, do sal do himalaia R$ 88, do orégano R$ 29, do tomilho R$ 25 e do alecrim R$ 13,80 (obviamente, vc usa bem menos que 1kg, cada, salvo de amêndoas). Paguei razoavelmente menos na loja física que fica na famosa Zona Cerealista (R. Santa Rosa, Brás), mas não lembro dos valores exatos. Se tiver tempo, vale a pena ir até lá.

d) Faça convite virtual.

Convites impressos são lindos, mas são caros e a grande maioria das pessoas joga fora. Então, optei por apenas enviar um convite por whatsapp, email e facebook. Uma amiga boa em photoshop fez uma montagem linda, com base em ideias do Pinterest, mas dá para fazer um bem legal sozinha usando apps, como o Spark Post.

Além disso, recomendo contratar um site de casamentos para reunir todas informações em um só lugar, facilitando a vida das pessoas. Além disso, vc já deixa a lista de presentes lá (ah, eles não cobram taxam nenhuma se o presente for em depósito na conta dos noivos) hehe O plano mais simples de 3 meses do Icasei era R$ 39.

e) Amigos-celebrantes.

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Achava juiz de paz meio sem graça, não seguimos uma religião estritamente e não queria pagar por alguém que nunca me viu na vida para fazer a cerimônia. Daí que me veio o Joey de Friends na cabeça e o casamento da Penny e do Leonard em Big Bang Theory.

Então, chamei duas amigas que me surpreenderam com discursos lindos e nada exaustantes! Todo mundo amou! Com certeza a fala de alguém de perto vai ser muito mais intimista e emocionante que a de um completo estranho. Nesse caso, ser econômico é só um plus, porque seus amigos celebrando seu casamento é o mais importante.

f) Convidados-ajudantes.

Não contratei assessoria, então, tive que me virar como podia e fiz todo mundo trabalhar haha

Uma amiga ficou encarregada de trazer o som, outra de mexer no som, outra de distribuir as lembrancinhas. Minha tia fez o buquê e organizou a entrada das pessoas na cerimônia. Como já disse, 2 amigas celebraram o casamento, minha sogra fez os doces, minhas madrinhas ajudaram com as lembrancinhas.

Eu tive muita sorte de ter tanta gente querida me ajudando. Acho que isso deixou a festa até mais intimista e especial 🙂

g) Faça sua maquiagem ou cabelo.

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Ok, para mim isso foi fácil, porque eu amo me maquiar, mas nem todo mundo gosta, então, a saída é pedir ajuda para uma amiga ou se viciar em tutoriais no Youtube (se vc é oriental, sugiro os canais frmheadtotoe, xteeener, ilikeweylie).

4- Pesquise.

A média de preços dos fotógrafos era de R$ 4 a 5 mil. Mas não desisti e consegui com o primo do meu marido uma fotógrafa das boas (Tati Nolla) por incríveis R$ 2 mil.

Os bolos (naked de 3 andares) também estavam na média de R$ 800-900 e eu achei por R$ 650. Tudo bem, a gama de sabores nesse preço era reduzida (mousse de chocolate branco ou ao leite, doce de leite, coco, creme com frutas), mas o que importa é ser gostoso.

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O vestido foi encontrado depois de muito tempo andando no outlet Catarina no km 78 da Raposo. Ele é da Canal, bem simples, mas não fazia nenhuma questão de ser aqueles vestidões de festa. Aliás, ele era totalmente compatível com o traje requerido aos convidados, passeio simples) e o preço foi tão barato que nem vou colocar aqui.

As embalagens das lembrancinhas, os modelo do convite e o buquê vieram de fotos do Pinterest. Perdi várias horas vendo e salvando imagens inspiracionais.

5 – Se puder gastar com algo, que seja com decoração.

Forminhas lindas realçam doces simples do mesmo jeito que uma boa decoração realça um restaurante pelado.

As meninas do Leivas e Lourenço Wedding cobram um ótimo e fazem um trabalho absolutamente lindo. Elas são especialistas em mini weddings e pendem para uma decoração mais rústica/vintage, com cara de Pinterest mesmo. Além de serem muito simpáticas.

Paguei menos de R$ 3 mil com direito a arranjos nas mesas dos convidados e no altarzinho mais decoração completa da mesa de doces, lembrancinhas e bem casados.

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6 – Coloque para vender o que não usar mais.

Essa é na verdade uma dica pós-casamento para se desapegar de quinquilharias e ganhar um dinheirinho extra.

Então, sabe todas as coisas inúteis que vc comprou pra enfeitar, como almofada para alianças e plaquinhas com frases engraçadas? Coloque para vender no Enjoei, OLX, Skina. Tem sempre alguém que quer o que vc não quer mais! E se vc for realmente desencanada, coloque até seu vestido nos anúncios.

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Casar gastando pouco parece impossível, né? Mas não é. Dá um trabalhinho, tem que abaixar suas expectativas (e a dos seus convidados) mas é super possível. Tão possível que eu fiz tudo isso em apenas 5 meses!